O Radar
Produto técnico oriundo do Mestrado em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos (UFT/ESMAT), para monitoramento do perfil étnico-racial na magistratura nacional, via accountability de dados oficiais do CNJ, reflexão e debate sobre a diversidade no Poder Judiciário brasileiro.
4,2
Pessoas Pretas na Magistratura (CNJ, 2023)
56%
Da população brasileira é negra (IBGE, 2022)
27
Tribunais monitorados
2026
Pesquisador Mestrando em Prestação Jurisdicional e Direitos Humanos - PPGPJDH/ESMAT/UFT
Por que o Radar existe?
Meu nome é Paulo Everton Ngozi Silva Lima. Sou graduado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, atualmente Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça do Tocantins e mestrando profissional no PPGPJDH/UFT/ESMAT, sob a orientação do Professor Doutor Aloísio Bolwerk (PUC/MG).
Minha pesquisa científica e minha trajetória pessoal convergem em um único objetivo: compreender e transformar a realidade do Poder Judiciário brasileiro.
Como um homem negro que vivenciou os entraves do racismo estrutural e institucional — e que ingressou na graduação, no serviço público e no mestrado por meio do sistema de cotas, sendo recentemente aprovado no Exame Nacional da Magistratura (ENAM) —, compreendo na pele as barreiras e a necessidade vital das políticas de inclusão racial. É a partir desse lugar de fala, acadêmico e prático, que este projeto ganha vida.
Um Abismo Institucional
O Brasil possui uma das maiores populações negras do mundo: mais de 56% dos brasileiros se autodeclaram pretos ou pardos (IBGE). No entanto, essa realidade desaparece nos bancos dos Tribunais de Justiça do Brasil, onde apenas 1,7% dos magistrados e magistradas são pessoas pretas, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Tal disparidade, conforme fundamentamos, não é um acidente. É o reflexo de séculos de exclusão histórica, barreiras estruturais e silêncios institucionais. O Radar do Perfil Étnico-Racial da Magistratura nasce para dar nome a esse abismo, documentar suas causas e monitorar os caminhos para superá-lo.
O Portal
Desenvolvido em parceria com o PPGPJDH/UFT/ESMAT, sob orientação do Professor Doutor Aloísio Bolwerk, o Radar do Perfil Étnico-Racial da Magistratura é um site independente de monitoramento, pesquisa e informação especializada - sem custo algum aos seus inscritos e público alvo.
Nosso foco é acompanhar, de forma contínua, os dados de inclusão de juízas e juízes negros na magistratura dos Estados, Federal e Justiças Especializadas (Trabalhista, Eleitoral e Militar), bem como as decisões judiciais e o cumprimento das políticas de cotas, os editais de concursos públicos e as iniciativas legislativas que moldam a composição étnico-racial da magistratura no país.
Produzimos conhecimento voltado à educação antirracista e ao papel das instituições democráticas na verdadeira inclusão, com materiais autorais para estudantes cotistas e aspirantes à magistratura no Brasil. Mais do que observar, o Radar existe para fiscalizar (accountability), propor e aprimorar a democratização do acesso à educação e justiça nacional.
Nossos pilares editoriais
Transparência
Tornamos públicos dados, decisões e movimentos do Judiciário que afetam a representatividade étnico-racial na magistratura.
Dados e Evidências
Produzimos diagnósticos, painéis estatísticos e análises baseadas em evidências sobre a composição racial dos tribunais.
Justiça Racial
Acompanhamos legislação, jurisprudência e políticas públicas de combate ao racismo institucional no sistema de justiça.
Educação Jurídica
Produzimos conteúdo educativo sobre direito antidiscriminatório, cotas raciais e políticas afirmativas no âmbito jurídico.
Comunidade
Conectamos magistrados, estudiosos, advogados e ativistas comprometidos com a diversidade étnico-racial no Judiciário.
Monitoramento Contínuo
Operamos como um radar: captamos, analisamos e divulgamos em tempo real as transformações na composição do Judiciário.
Fique por dentro
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